Brasil é o país do sexo
Estudo diz que brasileiro mantém 7,9 relações por mês, acima da média mundial, que é de 6,4.
Faltando menos de três semanas para a Copa do Mundo de futebol, e o Brasil já conseguiu trazer um título da Europa. O brasileiro está em primeiro lugar no que diz respeito à média mensal de relações sexuais. Esse levantamento foi apresentado semana passada no Congresso Mundial de Urologia, em Paris. A média mensal dos brasileiros bateu na casa dos 7,9, o equivalente a duas vezes por semana. Uma goleada se comparada aos 6,48 da média mundial. O trabalho, feito por especialistas em sexualidade em parceria com o laboratório Pfizer, ouviu 12.500 homens e mulheres, entre 25 e 74 anos, de 27 países.
Tamanho calor humano pode ser explicado por questões culturais. De acordo com o sexólogo e psicólogo Humberto Giglio, por ser mais afetivo do que outros povos, o comportamento do brasileiro favorece as relações, sejam elas de amizade ou sexuais. “Em outros países, as pessoas se mantêm mais distantes, são mais frias. É claro, que o oposto a isso ajuda às relações”, afirma. A pesquisa constatou também que um terço dos brasileiros entrevistados gostariam de fazer mais sexo.
O filósofo e mestre em Antropologia e movimentos sociais, Pedro Cáceres, professor da Unip e UCG (Universidade Católica de Goiás), lembra que para levar em consideração os fatores culturais no comportamento sexual do brasileiro, é preciso também observar os aspectos climáticos e genéticos de cada indivíduo, sem generalizações.
“Fala-se do sangue latino e de sua maior entrega às afetividades, no entanto, precisamos lembrar também do meio em que o sujeito vive”, explica. De qualquer maneira, as influências espanholas, italiana e africana na formação cultural do brasileiro, ajudaram a forjar um povo mais caloroso.
“Pode-se notar que mesmo no Brasil, nas regiões de influência alemã, por exemplo, as pessoas são um pouco mais fechadas”, opina.
Satisfação – É bom lembrar que quantidade pode não significar qualidade. Neste ponto, outros povos estão em melhor posição. A satisfação do homem brasileiro com sua vida sexual é a segunda do mundo (71%) – atrás dos mexicanos (78%). O sangue quente também faz crescer os índices apresentados por outros países latinos. As mexicanas (71%) e espanholas (60%) estão bem colocadas quando o assunto é realização. Neste aspecto, apenas 58% das brasileiras se consideraram realizadas.
O sexólogo Humberto Giglio lembra que apesar de o brasileiro demonstrar maior afetividade e calor humano, no País, as pessoas ainda apresentam muitos problemas ligados à sexualidade. “Aumentou muito o número de queixas de mulheres com respeito ao desejo sexual. Há muitos casos de anorgasmia feminina e também de disfunção erétil nos homens”, diz. A mesma cultura que denota um povo mais caloroso e afetivo, também expõe atitudes que poderiam ser mudadas. “Existe a questão machista do brasileiro, que sem se importar com a qualidade do sexo, acredita que se ficar sem manter relações com a esposa, ela irá traí-lo”, aponta Humberto.
Quase 100% dos entrevistados acreditam que a segurança do homem é essencial para boa relação. Neste ponto, os homens brasileiros são os mais preocupados, eles são os que mais se importam com a ereção. Já as mulheres mais exigentes com a virilidade do parceiro são as turcas, seguidas pelas brasileiras.
Quelle:
http://www.dm.com.br (Diário da Manha, Goiania)