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Santos devolve placar e é bicampeão
Time vence o São Caetano por 2 a 0 em partida emocionante no Morumbi
GLOBOESPORTE.COM
Em São Paulo
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O Santos entrou em campo neste domingo, no Morumbi, como favorito. O São Caetano carregou consigo a vantagem de ter vencido o primeiro confronto por 2 a 0. Venceu a camisa alvinegra, que devolveu o placar da primeira partida e garantiu o bicampeonato paulista, o primeiro do Peixe depois da Era Pelé!
O Azulão tinha uma bela vantagem: podia até perder por 1 a 0 que ficava com o título. Mas o Peixe, dono da melhor campanha da competição, jogava por dois resultados iguais. Precisava ganhar por 2 a 0. Conseguiu. As cabeças certeiras de Adaílton (assista ao vídeo do gol) e de Moraes permitiram a festa alvinegra.
Toma lá, dá cá
O Santos precisava fazer dois gols e não levar nenhum para ser campeão. Por isso pressionou o Azulão desde o primeiro minuto. Zé Roberto criou duas boas chances, mas Marcos Aurélio concluiu para fora em ambas. E foi dos pés de Zé Roberto que o gol do Peixe teve início. Em uma jogada individual do meia, o rival cedeu o escanteio. Pedrinho cobrou aos 24 e Adaílton subiu mais do que os marcadores para fazer um belo gol de cabeça.
O São Caetano não conseguia criar chances de gol, e precisou se segurar muito para suportar a pressão do ávido Santos. O goleiro Luiz salvou o time do ABC em algumas oportunidades, como aos 30, em um bomba de Rodrigo Souto. Um minuto depois, o camisa 1 teve uma ajuda da trave para evitar o segundo gol.
Assim que acabou o primeiro tempo, o técnico Dorival Júnior foi reclamar da arbitragem. Na opinião dele, José Henrique de Carvalho errou ao punir Triguinho com um cartão amarelo e não fazer o mesmo quando os jogadores do Peixe que cometeram faltas mais duras. Vanderlei Luxemburgo não deixou o rival reclamar e se meteu na confusão:
"Deixa ele apitar o jogo, no grito você não vai ganhar não. Sou macaco velho, não vai pressionar o árbitro"
Vanderlei Luxemburgo, técnico do Santos
A pressão santista continuou no segundo tempo. Júnior voltou com Galiardo no lugar de Canindé, que não teve a atuação que o treinador esperava. O jogador entrou com a missão de marcar Zé Roberto, um dos melhores em campo.
Aos 15, Cléber Santana também estufou a rede de Luiz com um gol de cabeça, mas este foi corretamente anulado pelo árbitro, porque o jogador estava impedido. Alívio na torcida do Azulão!
Aos 36, apoiado pelo torcedor, Kléber colocou a bola na cabeça do novato Moraes, que marcou de cabeça. O garoto mostrou que o futebol está mesmo no seu sangue: é filho do ex-jogador santista Aloísio Guerreiro e irmão de Bruno, jogador do Porto (POR).
A torcida do Peixe foi ao delírio após o segundo gol. Luiz Alberto, do Azulão, foi expulso por falta em Moraes e uma pequena confusão se formou. Tudo terminado, restou ao Santos rezar pelo fim da partida. O alívio veio aos 49, com a festa dos jogadores e sem a presença de Vanderlei, que foi embora antes do apito final. Uma tradição para o técnico campeão.
SANTOS 2 X 0 SÃO CAETANO
Fábio Costa
Maldonado
Ávalos
Adaílton
Kléber
Rodrigo Souto
Cléber Santana
(Carlinhos)
Pedrinho
(Tabata)
Zé Roberto
Marcos Aurélio
Jonas
(Moraes)
T: V. Luxemburgo Luiz
Paulo Sérgio
Thiago
Maurício
Triguinho
Glaydson
(Ademir Sopa)
Luiz Alberto
Canindé
(Galiardo)
Douglas
Luís Henrique
(Marcelinho)
Somália
T: Dorival Júnior
Gols: Adaílton, aos 24 minutos do primeiro tempo. Moraes, aos 36 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Fábio Costa, Jonas, Ávalos, Moraes, Adaílton (Santos); Canindé, Triguinho, Douglas, Luiz Alberto, Luiz, Galiardo (São Caetano)
Vermelho: Luiz Alberto (São Caetano)
Árbitro: José Henrique de Carvalho
Auxiliares: Edmilson Corona e Ana Paula Oliveira
Data: 06/05/2007
Estádio: Morumbi, em São Paulo (SP)
Público: 59.063
Gruss brasilmen Thomas
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