Vielleicht ist es für einige hier ja mal interessant zu lesen, wie ein junger Brasilianer die deutsche Gesellschaft (durch eine etwas rosa-rote Brille) sieht.
Gesellschaft (Sociedade)
Uma coisa muito interessante que eu percebo aqui na Alemanha é que as diferenças sociais são bastante sutis e geralmente correspondentes aos interesses dos indivíduos. Quer dizer, se você não está afim de trabalhar muito, pode virar um mendigo e vai ter a vida que corresponde a essa escolha. Se quiser trabalhar para sempre como caixa de supermercado, é só escolher isso que a sociedade apóia a sua escolha. E se você quiser se esforçar pra caramba e fazer uma carreira, você vai ter mais dinheiro, naturalmente, mas terá sido por mérito e investimentos próprios e não será "melhor" do que ninguém por isso.
Esta é uma diferença muito fundamental com as relações sociais em países como o Brasil, os EUA e a China, por exemplo, onde vivemos resquícios de regimes onde quem está no topo continua sempre no topo porque explora o resto do povo e este está acostumado a ser explorado. Nestes países, a mobilidade social é pequena e a posição do indivíduo não depende muito do esforço e escolha individuais.
É muito interessante como até os milionários donos da SAP continuam vindo para o trabalho todos os dias com seus carros fantásticos e andando no meio dos outros funcionários naturalmente. Todos sabem que eles têm uma carga de trabalho incrível e dizem que seus filhos, assim como praticamente todos os jovens alemães, após os 18 anos de idade os pais praticamente não os ajudam mais a se sustentar. Após a formação básica, os jovens começam a se tornar o que querem ser, saindo praticamente todos do mesmo ponto de partida.
Da mesma forma, quem trabalha não é visto como "melhor" do que ninguém. Se você é honesto e segue as leis, pode fazer o que quiser porque você também é parte da sociedade, uma sociedade que funciona, e isso é o que importa.
Pessoalmente eu acho essa organização social um exemplo de evolução e valorização da liberdade individual, bem como um senso fortíssimo e muito maduro de sociedade de que estamos precisando desesperadamente em países como o Brasil ou os EUA. Os maiores déficits da nossa sociedade não vêm da massa de pobres e criminosos, mas das classes médias e altas, os que formam essa "nobreza" inexplicável e possuem uma qualidade de vida que é simplesmente surreal para a continuidade e organização de qualquer sociedade decente.
As grandes corporações não juntam dinheiro para pagar a dívida pública ou ajudar os miseráveis. Elas estão juntando dinheiro para aqueles que já têm dinheiro. Esta postura não seria necessária se estas pessoas tivessem mais noção de sociedade e as corporações tivessem o objetivo de serem organizações funcionais que visam ao bem-estar dos seus empregados e clientes, coisa que a gente vê aqui acontecer de verdade.
Eu gosto de viver aqui porque eu vivo uma vida real. Os maiores luxos e confortos aqui têm um preço coerente e eu sei que as pessoas ao meu redor estão onde acham que deveriam estar e se esforçam para que a sociedade continue sendo confiável e funcional. Eu prefiro viver esta vida "difícil" em meio a pessoas que vivem como eu a viver como um rei num país como o Brasil ou a China.
Quelle:
http://vitornaalemanha.blogspot.com/200 ... edade.html