Eine interessante Meinung, die im aktuelle Bolletim der SBQ (Sociedade Brasileira de Química) veröffentlicht wurde.
(CNPq = Conselho Nacional de Desinvolvimento Cientifo e Tecnológico), d.h. ein Mittelding aus Deutscher Forschungsgemeinschaft und Forschungsministerium.
Sehr interessant finde ich den Zustand, dass anscheinend sehr viele pensionierte Professoren erneut Stellen an öffentlichen Einrichtungen antreten können, ohne dass das Einflüsse auf die Pensionen hat. Wer die Auswahlprozesse in Brasilien kennt, der weiss, dass immer der ausgewählt hat, der schon die meiste Erfahrung, unabhängig von den Perspektiven, hat.
Das bewirkt, dass z.B. bei einem Concurso publico ein Kandidat mit 65 Jahren, viel Erfahrung in der Lehre und 100 Publikationen einem mit 30 Jahren, ohne Lehrerfahrung und 10 Publikationen vorgezogen wird.
Prof. Nassar schreibt weiterhin, dass ca. 60 % des Personalbudgets von öffentlichen Universitäten für schon pensionierte aber wieder eingestellte Professoren ausgegeben werden. Die Folge davon ist seiner Meinung nach ein Brain-Drain ins Ausland.
Lest selbst und bildet Euch eine Meinung:
(quelle
http://www.sbq.org.br/publicacoes/belet ... tim635.htm)
...SWK!
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7. Doutores desempregados: há responsabilidade por parte do CNPq?,
artigo de Nagib Nassar
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O papel do CNPq, como o de qualquer órgão de fomento, como, por
exemplo, a Capes ou a Fapesp, termina com a formação do doutor
O que foi discutido nas páginas do JC referente aos bolsistas de
doutorado no exterior que voltam e enfrentam o desemprego, mostrando
ser um fenômeno cada vez mais alarmante, acredito que se trata de um
problema grave e que merece toda a atenção.
Esse problema não é novo. Lembro-me que o assunto foi discutido há
dois anos atrás, exatamente em dezembro 2003.
Lembro-me também que na época se chegou a conclusão que isso não é
culpa nem falha do CNPq, mas sim um problema merecedor de uma
solução nacional e de mudança na legislação em vigor.
O papel do CNPq, como o de qualquer órgão de fomento, como, por
exemplo, a Capes ou a Fapesp, termina com a formação do doutor,
fornecendo apoio financeiro, o seu acompanhamento no exterior até os
bolsistas receberem seus diplomas.
O cerne do problema, em minha opinião, recai sobre dois aspectos:
Primeiro, falta, no Brasil, um órgão central que articule, planeje
e controle as concessões de bolsa ao exterior. Em paises maiores,
como os asiáticos, existe um único órgão controlador e as bolsas não
são concedidas por vários órgãos, como é o caso do Brasil.
A Capes, o CNPq e a Fapesp e outros como a Faperj concedem bolsas
e cada um adota critérios e sistemáticas de concessão próprias,
para quaisquer áreas.
Todos esses órgãos não possuem um planejamento ou um controle
central, que faça uma articulação e que tenha uma visão sobre áreas
carentes no Brasil. Todos atuam sem definir que área de
especialização o país realmente precisa e que campo de
aperfeiçoamento necessita.
Se existisse um órgão articulador central no Brasil, com certeza as
bolsas seriam concedidas somente para áreas carentes, onde realmente
precisamos doutores.
Não só isso, mas por meio deste controle centralizado, o Brasil
poderia mandar um bolsista para o exterior e ele saberia de inicio
para onde voltaria, após a conclusão do seu doutorado.
Esse sistema existe em quase todos os pais asiáticos, como China,
Índia, Malásia e Tailândia e em alguns países do oriente médio, como
no Egito.
A outra face do problema do desemprego é que a lei atual permite que
professores aposentados de Universidades públicas sejam recontratados,
acumulando dois salários, privando novos doutores de terem suas
oportunidades de trabalho e ainda impedindo-os de renovar as áreas
de conhecimentos.
Calcula-se que esse tipo de aposentados recontratados absorva mais
de 60% do orçamento de algumas Universidades federais. É lógico que
a lei deve mudar!
Há ainda uma questão levantada pelo dr. Francisco Antonio Doria, que
atribuiu ao presidente do CNPq todos os erros e culpas cometidas
pelas comissões julgadoras. Isso não é justo, pois o presidente do
CNPq foi o primeiro a apontar os critérios artificiais definidos
pelas comissões.
As páginas do JC testemunharam a resistência das comissões julgadoras
a pedido do senhor presidente, que eles reformulassem seus critérios
absurdos.
Em sua carta ao JC em junho passado, o senhor presidente defendeu a
idéia de não interferir em decisões dos CAs e muito menos interferir
em suas nomeações junto ao conselho deliberativo.
Frente a tantas reclamações apelamos ao senhor presidente do CNPq
para que renove o quadro atual das comissões e defina outra base
para suas nomeações.
Há pessoas que integram as comissões pela sétima vez, durante 20 anos,
como se não houvesse no Brasil outras pessoas qualificadas além deles.
Eles polarizam recursos da instituição, concentram o poder e adotam
idéias já ultrapassadas pelo progresso científico.
O pior é que eles se colocam como donos absolutos do CNPq. O justo
seria ter apenas um único mandato em toda a vida cientifica, para
qualquer pesquisador, dando a oportunidade para que outros exibam
suas idéias e seus pensamentos.
Nota do Editor: Nagib Nassar é professor titular de genética da UnB.
Artigo publicado no JC e-mail 2916, de 15 de Dezembro de 2005.