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COLUNA-Atlético-PR é goleado e dá adeus a título continental
(Quinta-Feira, 23 de Novembro, 09h28)
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Por Sílvio Lancellotti, especial para a Reuters
SÃO PAULO (Reuters) - Treze clubes do Brasil dispuseram da nobre chance, nesta temporada de 2006, de conquistar um ansiado título continental. Na Copa Libertadores, o Corinthians, o Goiás, o Internacional, o Palmeiras, o Paulista de Jundiaí e o São Paulo. Na Copa Sul-Americana, o Atlético Paranaense, o Botafogo, o mesmo Corinthians, o Cruzeiro, o Fluminense, o Paraná, o Santos e o Vasco da Gama.
O Corinthians, a propósito, mereceu o direito de participar das duas competições por ostentar o galardão de campeão nacional de 2005.
Na Libertadores, o Internacional levantou a taça ao sobrepujar o São Paulo numa acirrada decisão de ida e volta. Então, apenas restou, dos seus compatriotas, na fase semifinal da Sul-Americana, o Atlético Paranaense -- que, na madrugada desta quinta-feira, no altiplano do México, visitou o Pachuca local com uma incumbência crucial: reverter o resultado adverso que sofrera, uma semana antes, 0 X 1, na sua Arena Kyocera de Curitiba.
Não conseguiu. Embora tenha inaugurado o marcador, graças a Ferreira, aos 42 minutos, na etapa derradeira o Atlético refluiu, optou por se limitar aos contra-ataques, isolou os seus avantes e sucumbiu. Ainda complicaram a sua jornada ao menos dois equívocos do mediador Maurício Reinoso, do Equador.
No primeiro, o Pachuca igualou num pênalti duvidosíssimo que Reinoso registrou e que Gimenez converteu. Depois, quando Gimenez já realizara 2 X 1, o apitador excluiu Jancarlos -- em um lance faltoso para, no máximo, um cartão amarelo.
Desalentado, o Atlético se esfacelou e ainda cedeu mais dois tentos, a Álvarez e a Cacho, e partiu do México humilhado, 1 X 4.
A despedida melancólica do Atlético de novo atestou que os clubes do Brasil, teoricamente, se empenham na Libertadores -- mas, desprezam a Sul-Americana. Certamente porque, ao contrário da Europa, quando os torneios regionais acontecem simultaneamente, por aqui a Libertadores se encerra no meio do ano e, só então, começa a Sul-Americana, todos os interesses dos clubes e dos torcedores devotados ao desenrolar do nacional.
Tradução: parece transparente que a Conmebol, a CBF e os interesses da televisão precisam aprimorar os seus conceitos e os seus calendários. Os certames, no continente, não podem ser estanques, atrelados aos horários de exibição no generoso mercado do Brasil. Um mercado que, obviamente, se encolhe com a paulatina eliminação dos seus clubes nas contendas.
Caso mais ostensivo, e mais grosseiro: aquele da parceria Corinthians/MSI, cujos sonhos se destruíram em dois episódios dramáticos -- os seus fracassos, em casa, diante do River, da Argentina, na Libertadores, quando vândalos invadiram o gramado do Pacaembu; e diante do Lanús, em visita aos platinos, quando o treinador Émerson Leão e o meia Carlos Alberto protagonizaram uma cena, quase, de programa policial.
Com um calendário mais engenhoso, e mais inteligente, talvez o Corinthians não se arruinasse, tão veementemente, poucos meses após se tornar o campeão do Brasil.
Agora, resta esperar que o Internacional fulgure, no Japão, no mundial da FIFA -- diante, por exemplo, de um Barcelona que não terá os seus avantes Eto'o e Messi, lesionados. E apreciar, à distância, o desafio entre o Pachuca e o Colo-Colo, do Chile, na batalha pelo laurel desta Sul-Americana.
Gruss brasilmen Thomas
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