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PCC volta a aterrorizar São Paulo
Nova onda de ataques da facção criminosa causou morte de sete pessoas
Atentados atingiram órgãos públicos e privados
SÃO PAULO (Folhapress) - A nova onda de violência atribuída ao PCC (Primeiro Comando da Capital) voltou a assustar moradores de São Paulo. Das 22h de terça até o início da noite de ontem, a Secretaria da Segurança Pública contabilizava 72 ataques a forças de segurança ou órgãos públicos e privados, em diferentes pontos do Estado. Até a noite, o governo estadual confirmava a morte de sete pessoas nas ações.
As vítimas são um policial militar e sua irmã - baleados na região da Vila Nova Cachoeirinha (zona norte de São Paulo) - e três vigilantes, assassinados no Guarujá (litoral). O número de mortos, porém, pode aumentar. Na noite de terça, o filho de um investigador da Polícia Civil foi baleado em São Vicente (litoral) e morreu no hospital.
Na tarde de ontem, um agente penitenciário morreu depois de ser atacado a tiros em Campinas (95 km a noroeste de São Paulo). O crime não entrou nas estatísticas da secretaria.
Cinco suspeitos de envolvimento com os ataques foram presos. De acordo com o governo estadual, todos têm ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital). Um deles, Emivaldo Silva Santos, 30, o BH, é apontado como o "general" do facção na região do ABC e foi preso horas antes do início dos ataques, na rodovia Imigrantes, em uma operação conjunta das polícias Civil e Militar.
Em outra ação, quatro homens que possivelmente promoveriam um ataque também foram presos após denúncia de um agente penitenciário. Um adolescente suspeito de participar dos ataques a ônibus também foi detido.
Alvos
Ao contrário da ação promovida em maio e também atribuída à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), os ataques desta quarta atingiram também dois supermercados, lojas de carros e agências bancárias. Ônibus foram incendiados. Em algumas ataques foram usados coquetéis molotov e em outros, disparados tiros. As ações ocorreram, além de São Paulo, em municípios como Santos, Guarujá, Praia Grande, Santa Isabel, Ferraz de Vasconcelos, Suzano, Osasco, Guarulhos, Mauá, Taubaté, Embu, Taboão da Serra e Pindamonhangaba.
Conforme balanço divulgado pelo governo estadual ocorreram, ao todo, 11 ataques contra bancos, seis contra revendedoras de veículos, dois supermercados, uma loja, um sindicato e três casas de policias militares. Trinta ônibus foram atacados em diferentes pontos do Estado. Leia também
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