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Fúria verde-amarela
Revoltados com a eliminação da Copa do Mundo, torcedores destroem estátua de Ronaldinho Gaúcho, em Chapecó/SC
CHAPECÓ E MUNIQUE (EFE e AE) - A ira da torcida brasileira com a eliminação da Copa do Mundo da Alemanha devido à derrota para a França por 1x0, no último sábado, foi extrema na cidade de Chapecó, em Santa Catarina: uma estátua de sete metros de altura de Ronaldinho Gaúcho foi queimada e destruída.
Durante a madrugada, vândalos colocaram fogo na obra da artista plástica Kattielly Lanzini, que ficava em uma praça da cidade e foi inaugurada há dois anos, quando o jogador foi eleito o melhor do mundo pela primeira vez. Segundo as autoridades locais, sobraram apenas um pedaço das mãos, um pedaço da bola e alguns arames retorcidos da estátua. A polícia local afirmou que não deixará impune um ato de vandalismo “que nada tem a ver com o esporte”.
Ronaldinho, melhor jogador do mundo nos últimos dois anos, foi considerado uma das grandes decepções da Seleção Brasileira na Copa, onde não foi a sombra do jogador que levou o Barcelona ao bicampeonato espanhol e ao título da Liga dos Campeões.
Ontem, ele afirmou não admitir levar sozinho a culpa pelo fracasso na Alemanha. Ainda assunto no país da Copa, o craque da Seleção usou sua coluna no Mundo Deportivo, jornal espanhol, para expor o aborrecimento com o tropeço do time e com o peso que vem carregando desde o início da competição. “Se o Brasil ganha, todos ganham. Se o Brasil perde, todos perdem”.
Desde o início da disputa, a expectativa sobre seu desempenho era muito grande. Torcedores, jornalistas, técnicos e dirigentes esperavam vê-lo como destaque do Mundial. E quase ninguém imaginava a eliminação precoce da equipe sul-americana - por causa principalmente, da presença de Ronaldinho. Nas bolsas de apostas da Europa, a Seleção de Carlos Alberto Parreira era líder até sábado. Mas derrubou muita gente. E o meia-atacante do Barcelona tornou-se a grande decepção do evento.
No sábado, durante o sofrido confronto com a França, Ronaldinho trocou o sorriso descontraído, de alegria, por um sorriso nervoso. Ele foi, sem dúvida, um dos que mais se abateram com o fiasco brasileiro. “Todos estamos tristes, não importa que chorei, porque a emoção é difícil de conter”, escreveu em seu artigo. “Aceito todas as críticas, mas sempre há um amanhã que faz os tempos ruins serem esquecidos”.
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Gruss brasilmen Thomas
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