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28/06/2006
Casarão desaba e mata 5 pessoas
Até o final desta edição, duas pessoas estavam desaparecidas e sete, feridas
Queda da edificação, localizada na rua Velha, atingiu outros quatro imóveis
Robson André
Uma tragédia abalou, ontem à noite, moradores da rua Velha, localizada no centro do Recife. A estrutura do casarão abandonado de número 201, de dois pavimentos e aproximadamente 15 metros de altura, desabou, por volta das 18h15, atingindo os quatro imóveis de números 185, 191,195 e 207. Até o fechamento desta edição, cinco pessoas haviam sido encontradas mortas, entre elas um bebê cinco meses, Alex Pereira Ramos Gonçalves; o pai do bebê, Leandro Ramos Gonçalves, 21 anos; o dono do armazém Vera Ferragens, Emerson Gonçalves, 43 anos; uma criança de três anos e oito meses, identificada apenas como Luana Beatriz, e uma mulher identificada pelo nome de Neide. Além disso, duas pessoas permanecem desaparecidas: uma mulher conhecida como Socorro e uma criança, identificada como Rian. Quatro adultos e três crianças foram socorridos com vida para o Hospital da Restauração. As quatro casas atingidas ficam no mesmo lado do prédio. Entre elas, um armazém de construção e uma pensão, onde moravam 15 pessoas. Duas pessoas trabalhavam no armazém no momento do desabamento.
A rua Velha parecia mais um cenário de guerra. O desespero tomou conta de moradores e vizinhos que residem nos casarões antigos do logradouro. As equipes de resgate do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) se deslocavam o tempo todo na tentativa de resgatar pessoas com vida. Várias viaturas do CB e SAMU ocuparam a estreita rua Velha. Um forte cheiro de produto químico exalava do interior do armazém. A tensão tomou conta das pessoas que acompanhavam o resgate das vítimas.
Os dois lados da rua Velha foram interditados pelo Corpo de Bombeiros, pois havia o risco iminente do restante do casarão desabar. A dona de casa Andréa Morais, 43 anos, uma das moradoras da pensão, estava no interior do imóvel quando aconteceu a tragédia. Ela contou, ainda atordoada, os momentos de desespero que viveu. “Estava lavando roupa, junto estava minha amiga. De repente, ouvi um barulho muito forte e tudo começou a cair. Pedras enormes desabaram. Consegui tirar minha amiga mas havia, pelo menos, onze pessoas na pensão, entre elas, três crianças”, relatou, consciente, Andréa.
Um dos moradores da rua Velha, o estudante Tiago Bruno Nunes, 18 anos, disse que o prédio já ameaçava cair. “A Codecir liberou o prédio, mas ele estava para cair. Eu estava em casa, quando ouvi um barulho muito forte. Depois, aconteceu o desabamento”, informou o estudante. De acordo com o diretor da Dircon, Hélvio Polito, aparentemente, os demais imóveis da referida rua não estão comprometidos. “Teremos que fazer uma avaliação posteriormente”, explicou o diretor, logo após o desabamento.
Gruss brasilmen Thomas
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