Um tiroteio entre policiais e traficantes na Favela do Barbante, em Campo Grande, na zona oeste do Rio, terminou hoje com a morte de quatro pessoas. Segundo a Polícia Militar, os quatro eram integrantes da cúpula da quadrilha que controla o tráfico de entorpecentes na favela. Na operação, foram apreendidos três revólveres calibre 38, uma pistola 380, uma 9 milímetros e uma granada defensiva. Também foram apreendidas drogas como crack e cocaína.
A operação dos policiais do Regimento de Polícia Montada (RPMont) começou por volta das 13h30, depois que o comando da unidade recebeu a informação de que traficantes desfilavam na comunidade exibindo armas. Os bandidos reagiram à entrada da polícia e o tiroteio durou cerca de 40 minutos.
Um dos quatro bandidos mortos foi identificado como Tião. Ele seria o chefe do tráfico na favela. Também teria morrido um homem conhecido como Doceiro, que seria o segundo homem da quadrilha. Os outros dois mortos foram identificados apenas como Jean e Tupã e seriam responsáveis pela gerência da boca-de-fumo.
Os quatro baleados foram levados para o Hospital Rocha Faria, em Campo Grande, mas não resistiram aos ferimentos e chegaram mortos à unidade. Um morador da favela, de 18 anos, foi baleado de raspão no pé, mas foi liberado após ter sido medicado no hospital. A polícia não soube informar o nome completo das vítimas.
O tiroteio levou moradores da comunidade a iniciar um protesto num dos acessos à favela. Eles montaram barricadas no asfalto com latas de lixo, pedras e pedaços de madeira em chamas. Do alto da favela, moradores gritavam que uma criança havia sido baleada, mas a informação não foi confirmada pelo comandante do RPMont, coronel Álvaro Garcia. Policiais militares mantiveram o cerco na comunidade após o confronto e contiveram o tumulto. Carros da polícia foram utilizados para fazer a limpeza das ruas próximas à favela.
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