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Bankplatz für Adriano, Cafu, Roberto, Ronaldo ????
Titulares com medo de irem para o banco
Depois de duas apresentações sem brilho na Copa, atletas que estão jogando temem perder espaço na equipe
BERGISCH GLADBACH (Folhapress) - Quem está dentro não sai. É assim que pensam os titulares da Seleção Brasileira. Foi uma resposta aos reservas que, na segunda-feira, espernearam por um lugar na equipe no jogo de quinta-feira, contra o Japão, no fechamento da primeira fase. O medo de perder a vaga é uma realidade.
A possibilidade de mudança no time, agravada pela ameaça de perder jogadores pendurados com cartão amarelo, fez alguns dos principais nomes da equipe pedirem, publicamente, para atuar em Dortmund. O atacante Adriano, que pode perder a vaga para Robinho, disse que não quer sair de jeito nenhum. “Eu quero jogar para manter o ritmo de jogo, mas o Parreira sabe da responsabilidade de cada um, sabe que alguns podem descansar para chegar melhor nas oitavas”, disse o jogador, que marcou o primeiro gol contra a Austrália.
Para ele, caso Parreira opte por Robinho e Ronaldo, isso não será uma escolha técnica. “Se ele me colocar no banco é porque ele sabe que o Ronaldo precisa de mais ritmo, que isso é importante para ele”, disse. Kaká, que não está pendurado mas viu seu reserva imediato, Juninho, demonstrar insatisfação com a reserva, também apressou-se em fazer lobby. “Eu quero falar que eu gostaria de jogar”, disparou o meia. “Se puderem jogar todos, eu acho que seria legal. Se não puderem, que entendam o motivo de estar aqui”, disse o jogador, que foi reserva do time pentacampeão em 2002 e atuou por 25 minutos durante o Mundial do Japão e da Coréia do Sul.
Outro que não pensa em ser poupado, apesar de estar pendurado com um amarelo, é o capitão Cafu, jogador que mais vestiu a camisa da Seleção na história, com 147 partidas. “Vale a pena correr o risco. Eu quero jogar para aumentar meus recordes”, disse ele, que, se enfrentar o Japão, vai superar Dunga e Taffarel como o atleta que mais atuou pelo Brasil em Mundiais. Os três têm 18 jogos. O reserva de Cafu, Cicinho, já pediu para ter ao menos “15 minutos” de fama na Alemanha.
O futebol sem brilho apresentado pelo time preocupa os titulares, que não querem dar chance aos suplentes. Avaliam que, se um reserva entrar e a equipe fizer um jogo convincente, podem acabar no banco. A disputa silenciosa, porém, não tem afetado, aparentemente, o relacionamento entre os atletas. “Os grandes grupos que foram campeões eram formados por grandes jogadores e grandes pessoas. Acho que estamos criando isso aqui. Todos estão lutando para serem campeões. É difícil agradar a 23 jogadores, mas de forma geral todos têm ajudado”, disse Kaká.
Segundo ele, os titulares merecem continuar atuando. “Eu vi muita diferença entre o jogo com a Croácia e o jogo com a Austrália. Já foi uma evolução muito grande, e vai ser assim daqui para a frente”. Adriano também disse que as disputas por posições não interferem no clima da Seleção. “O nosso grupo é muito bom. Dá para ver que o time todo está unido. Quando o Fred marcou, todos foram comemorar com ele”, relembrou.
Gruss brasilmen Thomas
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