und hier etwas zum Thema Gewalt gegen Kinder in Brasilien:
Quelle:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/coti ... 1861.shtml
Fürchterlich !
Vincent
14/11/2004 - 09h26
Total de mortes em SP é comparável ao da Intifada
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da Folha de S.Paulo
Quase despercebidas pela opinião pública, as mortes por agressão de crianças de 5 a 14 anos na cidade de São Paulo se aproximam de perÃodos mais violentos da Intifada (levante palestino contra a ocupação israelense), confronto que gerou protestos internacionais justamente por vitimar crianças e adolescentes.
Segundo o relatório "Matando o Futuro: Crianças na Linha de Fogo", da Anistia Internacional, 322 crianças palestinas e israelenses --garotos e garotas de até 17 anos-- morreram durante a Intifada, entre 2000 e 2002. Esses dados geraram uma campanha internacional de protesto promovida pela entidade.
Nesses mesmos três anos, na capital paulista, 225 meninos e meninas de 5 a 14 anos morreram vÃtimas de agressões, segundo dados da Fundação Seade.
Se levarmos em consideração que os dados da Anistia incluem jovens até 17 anos, os números de vÃtimas na faixa de 5 a 14 anos no Oriente Médio e na capital paulista podem ser bem mais próximos.
"O chocante é que não deveria ocorrer principalmente nesse grupo", diz Paulo Borlina Maia, assessor de projetos da fundação. "São crianças, não deviam estar entre as vÃtimas. Isso é o que choca", completa Luis Patricio Ortiz, também assessor de projetos.
Garotos entre 5 e 14 anos representaram 1% do total de 27.395 homens, de todas as idades, vÃtimas na capital de 1999 a 2003. Os homens na faixa de 15 a 39 anos são o principal alvo dos homicÃdios. Em 2003, representaram 77% das mortes por agressão.
Mas os pesquisadores afirmam que o percentual de meninos vÃtimas de agressão não pode ser menosprezado, principalmente porque os números totais de homicÃdios ainda são muito altos.
"A criminalidade acaba afetando grupos etários que não deveriam ser atingidos. As crianças acabam sendo afetados no convÃvio com jovens mais velhos", afirma Paulo Borlina Maia
Carlos (nome fictÃcio), o menino de oito anos ameaçado de morte após vender um celular furtado sem consultar o grupo com quem cometia crimes, convivia na rua com jovens mais velhos.
"Ele fazia tudo como se estivesse brincando. Fazia por influência do grupo", afirma a conselheira tutelar no Grajaú (zona sul) Jandira dos Santos da Silva. Segundo ela, o menino não tinha noção das ameaças. "Por que eu vou para um abrigo? Eles são meus amigos", contou Carlos à conselheira. No mês passado, em um abrigo, o garoto completou nove anos.
"Aqui na região, um jovem não consegue carregar um caderno, mas consegue segurar uma arma", diz Maria de Fátima Rosa, também conselheira no Grajaú.
Secretaria
Segundo a Secretaria da Segurança Pública, ocorreram 299 homicÃdios dolosos tendo como vÃtimas meninos e meninas, na faixa etária entre 5 e 14 anos, no perÃodo de 1999 a 2003. Não há estatÃstica do perÃodo entre 1994 e 1998.
Os dados da secretaria são diferentes da Fundação Seade porque a polÃcia registra o caso a partir do local do crime, e não há atualização das informações se a vÃtima morrer posteriormente. A fundação usa dados dos cartórios de registro civil, que informam a causa do óbito a partir do local de residência da vÃtima.
A secretaria salientou, por nota, que os homicÃdios registram tendência de queda a partir de 2002, inclusive entre as vÃtimas de 5 a 14 anos. "A questão da agressão a crianças e jovens envolve vários aspectos, cuja complexidade não pode ser limitada à mera atuação policial. Outras polÃticas públicas precisam ter eficácia com relação a essas faixas etárias para que os Ãndices caiam ainda mais", diz a nota.