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29/05/2007 - 21h37
Comandante de batalhão da PM cai após simulação desastrada em MT
da Agência Folha
A morte de um garoto de 13 anos durante simulação de um seqüestro feita por policiais em Rondonópolis (219 km de Cuiabá), no último sábado, resultou no afastamento do comandante da Polícia Militar na cidade, Wilkerson Felizardo Santes.
A decisão foi anunciada nesta terça-feira pelo secretário de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso, Carlos Brito, após encontro com o comandante-geral da PM no Estado, Antônio Benedito de Campos Filho.
Santes, que passará a exercer funções administrativas, será substituído pelo coronel Pedro Sidney Figueiredo de Souza.
Segundo a secretaria, a troca foi feita para dar transparência às investigações sobre o acidente, ocorrido durante simulação de seqüestro com resgate feita pelo GOE (Grupo de Operações Especiais) da PM. Uma criança morreu e dez pessoas ficaram feridas --em vez de balas de festim, houve disparos de munição verdadeira.
Sete soldados e um tenente do GOE envolvidos na ação, até então subordinados ao comandante afastado, estão detidos em um batalhão da PM.
Três escopetas calibre 12 e quatro fuzis calibre 762, usados na simulação, já foram encaminhados para perícia em Cuiabá.
Além do inquérito aberto pela Polícia Civil, o caso também é apurado pela Corregedoria da PM e pelo Ministério Público.
Uma reconstituição do incidente deve ser realizada na próxima semana.
Duas pessoas feridas continuam internadas no Hospital Regional de Rondonópolis. A professora Purcina Adriano Ferreira, 33, que tem estilhaços de bala na cabeça e sobre o olho, e William César Arruda Batista, 10, com estilhaço na cabeça, não têm previsão de alta.
Jéssica Gonçalves Silva, 9, e o soldado Gilberto Carlos Pires do Nascimento, 29, também feridos, já foram liberados.
Na escola onde estudava Luiz Henrique Dias Bulhões, 13, morto com um tiro na cabeça, as aulas foram reiniciadas ontem. Na sala dele, apenas 14 dos 37 alunos compareceram.
Pela manhã, um vigário da cidade realizou uma celebração. Professores, funcionários, pais e alunos, que levaram cartazes em homenagem a Luiz Henrique, cantaram e rezaram antes do início das aulas.
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